Tomar a decisão de fazer a gastroplastia (redução de
estômago) não foi nada fácil. No começo eu não queria aceitar que precisava,
comecei a fazer dieta – que não durou 3 dias – andar de bicicleta – que durou
um pouco mais – e até me inscrevi em um concurso de beleza Plus Size.
Mesmo com essa ideia de aceitação, de me sentir linda,
confiante e tudo mais, ainda não estava feliz com meu peso, nem com meu corpo.
Eu sempre estive acima do peso, desde a infância, mas durante a adolescência eu
conseguia controlar, cheguei a pesar 72 quilos nessa época, praticava esportes
e fazia muitos cursos.
Mas quando entrei na faculdade diminui o ritmo e comecei a
engordar, cheguei aos 94 quilos ao término da faculdade. Depois disso, só
trabalhando, sem me exercitar, sem estudar, sem nenhuma atividade, engordei
mais ainda.
Em 2011 descobri que estava grávida, e durante as consultas
de pré-natal meu médico pediu que eu tentasse manter o meu peso (que já estava
em 103 quilos), passei 9 meses controlando bem. Quando minha filha nasceu
fiquei com 101 quilos, e fiquei feliz por ter perdido 2 quilos. Me empolguei e
comecei a participar de um programa multidisciplinar do convênio do meu marido
para perda de peso. O programa é ótimo, tem acompanhamento com psicólogo,
educador físico, médico clínico e nutricionista. Foi nessa época que comecei a
pensar na cirurgia.
Na época eu não compartilhava essa ideia com ninguém a não
ser com meu marido. Ele foi contra e vivia falando para eu fazer dieta e
atividades físicas. Pois bem, tentei e não consegui mais uma vez. Me senti
fracassada e fiquei depressiva.
A ideia da cirurgia voltou com mais força e no meio do
caminho conheci uma amiga que estava na mesma situação que eu, mas ao contrário
de mim, ela seguiu em frente e realizou a cirurgia em março de 2013. Me senti
encorajada com ela, e comecei a realizar as consultas e exames necessários para
realização do procedimento cirúrgico.
O primeiro cirurgião que eu passei, era ótimo, mas tão
demorado, comecei a passar com ele em fevereiro de 2013 e era outubro e ele não
me dava um parecer sobre a cirurgia. Pedi então, para essa minha amiga o
contato do médico dela. Em dezembro liguei, marquei uma consulta, levei todos
os meus documentos, exames, laudos – tudo que eu tinha referente a cirurgia – e
ele me orientou. Em janeiro deste ano dei entrada no convênio e em fevereiro
minha cirurgia foi liberada.
Na última segunda-feira (10/03/14) recebi a ligação tão
esperada: a secretária do meu médico me informando a data da cirurgia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário