sexta-feira, 21 de março de 2014

#6 - A cirurgia

Bom galera, a minha cirurgia foi realizada na última segunda-feira (17/03/2014), e foi um sucesso. 
Me internei às 7h00 da manhã, às 11h00 fui para o centro cirúrgico e às 13h00 a cirurgia foi iniciada. Senti um pouco de medo da anestesia, mas nada que não fosse superável. 
A cirurgia em si durou cerca de 2h. Fiquei por 1h na sala de recuperação, e depois me levaram para o quarto, descansei e tive que andar para liberar os gases que os médico injetam no abdômen para realizar a cirurgia. Mas enfim, nada que não consigamos passar sem problemas ou maiores sofrimentos. 

A técnica de redução que foi realizada em mim, foi a "Sleeve" ou "Gastrectomia Vertical", onde eles apenas mexem no estômago, retirando cerca de 80% dele (retirando mesmo, jogado no lixo), e o que resta são os 20%, o que equivale a 150ml. 



"Consiste em uma técnica que transforma o estômago em um tubo controlando o apetite do paciente. Essa cirurgia pode ser realizada por videolaparoscopia (mantendo um bom resultado estético), este procedimento atualmente não é liberado pelo sistema único de saúde (SUS), também podendo ser realizada por minilaparotomia (aberta), procedimento liberado pelo sistema único de saúde (SUS).(Fonte: Gastroplastia Brasil <disponível em:http://www.gastroplastiabrasil.com.br/tipos_de_cirurgia_bariatrica.html>)

Vejam esse vídeo:




Essa técnica traz alguns benefícios:
Na Sleeve é feita a redução do estômago no sentido vertical, não sendo realizado o desvio intestinal, como nas técnicas tradicionais. Ou seja, o paciente desta técnica tem sua absorção de nutrientes preservada. Para a endocrinologista, Paula Andrea Junqueira de Freitas, a Gastroplastia Vertical traz benefícios para o paciente obeso. “Trata-se de um procedimento puramente restritivo, não levando à disabsorção intestinal e, consequentemente, não necessitando de reposição de suplementos vitamínicos. Com a retirada de parte do fundo gástrico, promove a redução da produção do hormônio grelina, responsável pela sensação de fome, ou seja, com a cirurgia, o apetite também diminui. Na minha opinião é um procedimento seguro e eficaz, com tempo de internação reduzido, menor índice de complicações, podendo ser realizado por via laparoscópica e com resultados terapêuticos satisfatórios”, explica a endocrinologista.
O administrador de empresas, Omar Rodrigues, passou pelo procedimento há seis meses e conta que a cirurgia foi bem tranquila. “Esperava que a cirurgia fosse difícil, mas foi super tranquila. Estava preparado para sentir enjôos e mal estar, mas não senti nada. Nos primeiros trinta dias é um pouco complicado porque você está acostumado a comer e de repente você se depara com o seu organismo sem essa necessidade. Isso foi um choque no início: você não sente fome, então você já consegue controlar a ansiedade dessa forma. Depois que passa o período de adaptação, tudo volta ao normal, você volta a comer, porém, com novos hábitos. Tive uma redução de 37 kg, estava com obesidade grau 2, pesando 110 kg. Hoje já alcancei minha meta pessoal e pretendo perder apenas mais três quilos e chegar aos 70 kg”, afirma Omar.
Reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em fevereiro de 2010, esta técnica apresenta um aumento cada vez maior de adeptos e é realizada, desde então, em Uberlândia, pelos cirurgiões da LEV, que foram pioneiros do Sleeve na cidade e os primeiros de Minas Gerais a realizar esta técnica por um único portal ou single port – técnica menos invasiva, com um corte de 2 centímetros na altura do umbigo. (Fonte: Dino, disponíel em: <http://www.dino.com.br/releases/nova-tecnica-de-cirurgia-bariatrica-oferece-melhores-resultados-dino8906894131#sthash.o1nT7HKJ.dpuf>)

É isso ;)

domingo, 16 de março de 2014

#5 - Pré- Operatório

Olá galerinha. 

A minha cirurgia está marcada para amanhã no período da manhã. E claro, o médico me passou uma dieta pré-operatória. Não posso reclamar muito pois tenho visto pessoas que vão operar, postando em redes sociais que estão na dieta p.o.* somente com líquidos, por 3 dias, 4 dias. A minha não é líquida, mas é bem leve, e restritiva. Chego a sentir muita fome com ela. Ainda mais se passar muito do horário. Mas enfim, sei que tudo isso valerá a pena. 

Segue a dieta que estou seguindo hoje, um dia antes da cirurgia:

Café da Manhã - 4 torradas com requeijão light ou margarina light e 1 copo de suco light
Almoço - 3 colheres de sopa de arroz, 1 filé de frando médio e 2 colheres de sopa de legumes cozido
Café da tarde - 1 xícara de chá e 2 torradas com geléia diet
Jantar - 200ml de sopa de legumes batido no liquidificador e 2 torradas

Obs.: Jantar até às 19h. Proíbido o consumo de refrigerantes ou água com gás. 

*pré-operatória.

sábado, 15 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

#2 - A DECISÃO

Tomar a decisão de fazer a gastroplastia (redução de estômago) não foi nada fácil. No começo eu não queria aceitar que precisava, comecei a fazer dieta – que não durou 3 dias – andar de bicicleta – que durou um pouco mais – e até me inscrevi em um concurso de beleza Plus Size.
Mesmo com essa ideia de aceitação, de me sentir linda, confiante e tudo mais, ainda não estava feliz com meu peso, nem com meu corpo. Eu sempre estive acima do peso, desde a infância, mas durante a adolescência eu conseguia controlar, cheguei a pesar 72 quilos nessa época, praticava esportes e fazia muitos cursos.
Mas quando entrei na faculdade diminui o ritmo e comecei a engordar, cheguei aos 94 quilos ao término da faculdade. Depois disso, só trabalhando, sem me exercitar, sem estudar, sem nenhuma atividade, engordei mais ainda.
Em 2011 descobri que estava grávida, e durante as consultas de pré-natal meu médico pediu que eu tentasse manter o meu peso (que já estava em 103 quilos), passei 9 meses controlando bem. Quando minha filha nasceu fiquei com 101 quilos, e fiquei feliz por ter perdido 2 quilos. Me empolguei e comecei a participar de um programa multidisciplinar do convênio do meu marido para perda de peso. O programa é ótimo, tem acompanhamento com psicólogo, educador físico, médico clínico e nutricionista. Foi nessa época que comecei a pensar na cirurgia.
Na época eu não compartilhava essa ideia com ninguém a não ser com meu marido. Ele foi contra e vivia falando para eu fazer dieta e atividades físicas. Pois bem, tentei e não consegui mais uma vez. Me senti fracassada e fiquei depressiva.
A ideia da cirurgia voltou com mais força e no meio do caminho conheci uma amiga que estava na mesma situação que eu, mas ao contrário de mim, ela seguiu em frente e realizou a cirurgia em março de 2013. Me senti encorajada com ela, e comecei a realizar as consultas e exames necessários para realização do procedimento cirúrgico.
O primeiro cirurgião que eu passei, era ótimo, mas tão demorado, comecei a passar com ele em fevereiro de 2013 e era outubro e ele não me dava um parecer sobre a cirurgia. Pedi então, para essa minha amiga o contato do médico dela. Em dezembro liguei, marquei uma consulta, levei todos os meus documentos, exames, laudos – tudo que eu tinha referente a cirurgia – e ele me orientou. Em janeiro deste ano dei entrada no convênio e em fevereiro minha cirurgia foi liberada.
Na última segunda-feira (10/03/14) recebi a ligação tão esperada: a secretária do meu médico me informando a data da cirurgia. 

#1 - Bem vindos ao De Lagarta à Borboleta

Seja bem vindo ao meu Blog De Lagarta à Borboleta. Eu sou a Danny Pizzo, tenho 28 anos, sou casada, tenho uma filha de quase 2 anos, sou professora, nerd, fã de Game of Thrones, The Lord of the Rings, entre outros, e nesse momento sou obesa mórbida.
Nínguém é obeso porque escolheu ser, ou porque quer, ou porque alguém o obrigou a ser assim. Quem é obeso sofre de uma doença e doenças são tratáveis, logo a obesidade também é. 


Mas o que é a obesidade? Apresenta sintomas? Quais são eles? Como tratar? 



A obesidade é o acumulo de gordura no corpo causado quase sempre pelo consumo excessivo de calorias na alimentação, maior que a utilizada pelo organismo durante a realização das atividades diárias e da manutenção do corpo. 


A obesidade é diagnosticada através de um cálculo simples de Índice de Massa Corporal (o IMC), onde se divide o peso (em quilos) pelo quadrado da altura (em metros). O resultado desse cálculo deve ser verificado na tabela, e assim pode-se verificar se há realmente obesidade ou apenas um sobrepeso. Vejam a tabela: 

Classificação de IMC
  • menor que 18,5 - abaixo do peso
  • entre 18,5 e 24,9 - peso normal
  • entre 25 e 29,9 - sobrepeso 
  • entre 30 e 34,9 - obesidade grau I
  • entre 35 e 39,9 - obesidade grau II
  • acima de 40 - obesidade grau III
É claro que como a maioria das doenças, a obesidade também é tratável. Há várias formas de tratar, desde de dietas até cirurgias. 
Acredito que a dieta é a forma mais difícil de tratar, pois parece que o mundo gira em torno de boicotar as dietas e reeducação alimentar no qual estamos tentando nos adaptar. 
Outra forma de tratamento são os medicamentos.  A utilização de medicamentos contribui de forma sutil e temporária para obesidade, e não deve ser usado como única forma de tratamento.A maioria deles atua diretamente no sistema nervoso central, o que pode causar alterações emocionais, psíquicas e até mesmo fisiológicas. 
O tratamento que eu escolhi (depois de já ter tentado todas as outras) foi a cirurgia bariátrica (ou redução de estômago). A cirurgia essencialmente diminui o tamanho do estômago, não permitindo a ingestão de grandes quantidades de alimento. É um tratamento radical, pois o pós-operatório consiste em uma dieta líquida por cerca de 15 à 20 dias, depois uma dieta pastosa pelo mesmo tempo, e somente depois volta-se a comer alimentos sólidos. Porém a cirurgia não faz milagres e é preciso uma reeducação alimentar quando se volta a comer normalmente.